CIDADE DOS OSSOS POR CASSANDRA CLARE

segunda-feira, 6 de maio de 2013













Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando a jovem Clary decide ir para Nova York se divertir numa discoteca, ela nuca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece no ar e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.
Depois de ter passado alguns meses parado, finalmente resolvi voltar a ler Cidade dos Ossos. Eis que me surpreendi. Passada a primeira impressão de que a história estava arrastada, as coisas correram bem. Obviamente, de seu modo peculiar. Cassandra Clare possui o tipo de escrita que me incomoda. Não pelas suas características ou pela forma em que resolve retratar as coisas, mas pelo fato de me identificar. Quando resolvo escrever, acabo tomando o mesmo rumo que ela toma com o primeiro livro da saga Os Instrumentos Mortais. Gosto de detalhar, fazer com que a mente do leitor trabalhe da mesma forma que a minha, mas que, de algum jeito, tome liberdade de imaginar qualquer outra coisa ao mesmo tempo.
Em sua história ela nos introduz Clarissa Fray (que o tempo todo é tratada como Clary), uma adolescente Nova Iorquina aparentemente normal. Como sempre, pessoas aparentemente normais sempre tem um mistério que as rondam. Obviamente, Clary é uma dessas pessoas. Depois de uma briga com sua mãe, todas as piores coisas acabam acontecendo. Um demônio aparece na sua casa, sua mãe está desaparecida e ela é salva por um jovem que já havia encontrado em outras situações estranhas. Seu nome é Jace Wayland.
A partir daí, as coisas só pioram. Clary é levada para o instituto, onde descobre fragmentos da sua origem. Na verdade, Clary é uma Caçadora de Sombras. Isso significa que ela é metade humana e metade anjo, e sua missão é matar demônios. Mesmo assim, ela nunca recebeu treinamento nenhum. Na verdade, a mãe de Clary – que foi sequestrada – sempre lhe escondeu esse detalhe sobre sua vida. Longe do melhor amigo, Simon, nossa protagonista precisa entender tudo o que está acontecendo e se adaptar as novas coisas que estão acontecendo em sua vida. Obviamente, Simon volta a aparecer na história e acaba sendo parte importante disso tudo.
O problema é que Cassandra Clare, já era conhecida antes de publicar o livro. Sua “fama” era dada ao fato de postar na internet fanfics de Harry Potter, e Os Instrumentos Mortais acaba por ser uma versão alterada de sua história mais famosa. É por isso que, mesmo aos desavisados, a saga é tão parecida com a famosa história criada por J.K. Rowling. Entretanto, Cassandra merece mérito. Seu mundo é viciante, inesperado. Jace não se assemelha com os galãs de outras sagas, ele é único. Clary, mesmo assustada, evolui de forma rápida. Ela sabe que carrega em si uma herança poderosa e que, de alguma forma, precisa encontrar sua mãe.
Felizmente, a história não acaba por ser uma busca pela mãe de Clarissa. No meio de tudo isso, o mistério em volta do sequestro só aumenta. Um vilão de outra era retorna, traições acontecem e o mais curioso: todos os elementos que não parecem se encaixar numa história dessas acabam fazendo sentido. O humor se mescla naturalmente com a aventura, e Cassandra consegue fazer com que tudo isso se resolva no fim e te faz querer mais. Quando você chega ao fim do livro, mal pode esperar pelo próximo e torce para que todas as coisas aconteçam da mesma forma. O início, que parece lento, acaba sendo perfeito para que você entenda tudo o que está por vir. 

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