EXTRAORDINÁRIO POR RJ PALACIO

quarta-feira, 8 de maio de 2013











August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.
Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.
Como descrever o extraordinário? Essa pergunta parece tão boba, mas ao mesmo tempo cheia de sentido. Extraordinário é aquele tipo de “livro do dia”. Os capítulos são curtos, a escrita não é complicada. Entretanto, cada uma das palavras possui sentido, tudo o que está acontecendo tem um motivo, mesmo que não seja claro. Um dos pontos positivos do livro é o fato de ser narrado por várias pessoas, mostrando os mesmos fatos – e até alguns inéditos – de forma diferente. Isso acaba se tornando um desafio para leitores, que como eu, sofrem por antecipação ou acabam despejando todos os sentimentos em voz alta antes de ver o que acontecerá em seguida. (Pelo menos nós somos sinceros!)
Extraordinário, da escritora RJ Palacio, conta a história de August Pullman, um garotinho de dez anos (onze, a partir de certo ponto) que nasceu com uma alteração genética que acabou afetando a formação de seu rosto. Depois de passar por diversas cirurgias quando criança, sua condição melhorou, mas “Auggie” continuava sendo muito diferente das outras pessoas. Então, depois de vários anos estudando em casa, surge a ideia de August entrar em uma escola.
Ele sempre soube que não era normal e por anos viu as pessoas o encarando com medo ou surpresa. Como é descrito por ele, crianças sabem ser muito cruéis. Depois de uma visita a escola e muita consideração, August decide ir para a escola. É interessante ver o papel dos pais em relação a tudo isso. Em momento algum obrigam o filho a ir para a escola e dizem que ele pode desistir se ficar desconfortável. Obviamente, tudo isso é dado ao fato de que ele é diferente, e sua adaptação será mais difícil que para os outros.
A divisão dos capítulos é interessante. Parece que estamos lendo um diário, onde todas as informações foram anotadas e receberam devido título. Alguns engraçados, outros tristes. (Na verdade, muitos tristes.) No fim do livro, me peguei com a mesma sensação de A Culpa é das Estrelas: Aos prantos. Mesmo com acontecimentos tão diferentes, os livros me deixaram com a mesma reação. É tudo intenso, emotivo.
Extraordinário é uma ótima aventura para os que procuram se emocionar. August Pullman é a representação para tudo o que a maioria de nós sente durante a escola: Ser diferente, não se encaixar. Mas, de alguma forma, tudo acaba se resolvendo. Se Auggie, que enfrentou tantos problemas conseguiu superar tudo, qual é o nosso impedimento? Todos nós precisamos ser um pouco Auggie na vida. Todos nós precisamos ser corajosos. É isso o que nos torna Extraordinários. 

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